Estou numa espécie de País das Maravilhas, porém, não tem nada de maravilhoso. Isto tudo é exagerado, demasiadas coisas acontecem em pouco tempo, enquanto, antes era mais devagar e calmo, parece que ando a viver dentro de um carro Fórmula 1. Estas situações passam-se à velocidade da luz, jamais conseguirei compreender todos os pormenores em apenas uma voz rajada vinda de uma direção desconhecida. Preciso de algo ou alguém que faça o meu tempo parar, nem que seja por frações de segundo, como se o tempo pudesse parar por alguém, não é? No entanto, há quem faça o relógio parar, várias vezes ao dia até, pode ser uma pessoa ou algo que te dê real prazer, todos precisamos disso. Aqui no mundo pseudo maravilhoso, divago com a intensidade que respiro, tanto posso estar a falar da crise europeia, como no exato segundo a seguir, falar da colheita de morangos que se aproxima. Amo o som da chuva nos dias gelados do inverno, oxalá, que o país pseudo maravilhoso tivesse disso e talvez um pouco de, arco íris em todas as planícies, muffins de mirtilo gigantes na cabeceira de quem sorrisse ao acordar, abraços apertados, beijos apaixonados, capacidade de perdoar os erros de quem amamos mas que por orgulho não o fazemos, oportunidades iguais para todos os humanos existentes, e tudo o que fosse bom e desejável.
Basta! Chega de uma vez por todas de fantasias desmedidas, tais que me consomem a mente, aguentarei firme até esta fase "Wonderland" ir embora. Firme, como quem diz, desolada, perdida e infeliz, mas, convencida que aguento, nada se passa. Viver neste âmbito tem os seus quês, leva-me ao limite da raiva humana, do desespero, noutras alturas à felicidade incomensurável.
Sinto-me louca, por fim.
Ass: A rapariga que tenta ser tudo e não é nada.

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