Desatenção

  Sempre fui desatenta, aliás o meu nome do meio devia ser desatenção. Paro no decorrer do tempo, antes o que me vinha à cabeça era a tua imagem, tu e eu, o nós. Hoje em dia, nessas paragens temporais, não me vem nada à cabeça, no máximo, vem tristeza e angústia.
   Estavas programado em cada átomo do meu ser. Agora, não sei bem onde te encontras, porém, ainda cá estas algures. Quero soltar-me de ti, disse-te para apagares o meu número, tu recusaste dizendo que queres a minha amizade, acabarás por desistir, é esse o meu desejo, ou, será que desejo o contrário?
   Comporto-me como se fosse fácil, como se não doesse tanto quanto dói, como se esta fosse a fase mais feliz da minha vida. Mas, qual vida?
Dito isto, é insuportável viver assim, sem ti.
   Volta, volta a ser meu, a seres tu, não sejas mais essa pessoa em que te revelaste. Eu juro, eu tentei, não aguento, sem ti.
   Vês, observa o meu poder, desatenção é mesmo o meu forte. As mentiras e ilusões não podem ser esquecidas, lembra-me de me lembrar disso. Não te posso querer mais, focar-me-ei nisso, e, claro, em ser feliz. Pelo menos, fingir.
-Hoje não assino, não me sinto Eu o suficiente para o fazer.

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