Se saio à noite, saio. Se fumo coisas esquisitas, fumo. Se bebo, bebo. Se ultrapasso os meus limites, ultrapasso. Se sou feliz, sou. Se é para viver, vive no limite, só assim te sentirás vivo.
A noite liberta-me, a música alta, o corpo a tremer com a potência das colunas, as pessoas animadas, risos e conversas diferentes, esse é o espírito que encontro nas minhas noites e é o que quero. Também já tive dias incríveis que ultrapassam muitas noites que tive, mas, o ambiente, a predisposição das pessoas é completamente diferente. Para alguns só existe o dia, para outros a noite, para mim existe dois mundos diferentes, onde igualmente desejo estar. De tanto viver na loucura, habituei-me a ela. A melhor parte de quereres estar na loucura é que sabes perfeitamente que não és louco, tentas-te incluir, acabas por conseguir e vais sempre querer mais e mais.
Fumar e beber é secundário, o que importa é o som, a batida que te faz mover cada centímetro do teu corpo. Quando danço sinto-me invencível, claro que para dançar preciso de uns golos de Tequila, depois é sempre à abrir. Todos te olham, és comida pelos olhos, é preciso aguentar, não irrompes em chapadas a todos os rapazes que te olham, existe sempre a linha em que eles podem ir sem a pisar.
Mais uma vez insisto, má vida é a tua que não te superas, não inovas nem queres ultrapassar o impossível, como podes perceber não falo só em noite, falo em experimentar o que nunca pensaste fazer, coisas que te arranhem a alma, que te façam abalar os sentidos.

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